sábado, 31 de março de 2007
Sentada na escuridão da noite
encostada no meu leito de abrigo
olho para o infinito do céu
e deixar de pensar não consigo,
A solidão e o silêncio invadiram-me a mente
continuam a perturbar
o tempo parece que não finda
como demora e tarda em passar,
Tudo me vem à memória
numa noite que é para sossegar
são algumas das minhas lembranças
que teimam em eu recordar,
São saudades e mais saudades que fazem parte da minha história
fechadas no meu coração
mas lembradas na minha memória.
Estrela do mar
http://clavedelua.blogspot.com/2004/08/p-de-memrias.html
encostada no meu leito de abrigo
olho para o infinito do céu
e deixar de pensar não consigo,
A solidão e o silêncio invadiram-me a mente
continuam a perturbar
o tempo parece que não finda
como demora e tarda em passar,
Tudo me vem à memória
numa noite que é para sossegar
são algumas das minhas lembranças
que teimam em eu recordar,
São saudades e mais saudades que fazem parte da minha história
fechadas no meu coração
mas lembradas na minha memória.
Estrela do mar
http://clavedelua.blogspot.com/2004/08/p-de-memrias.html
POEMA
Regina Werneck
Minha memória é um rio caudaloso
Onde, às vezes, eu me vejo submersa,
Afogada, asfixiada.
É um rio de torrentes que me arrasta
E me joga de um lado para outro,
Contra rostos, mãos, casas, esperanças,
Idéias, planos, ruas, despedidas,
Montes, mares, angústias e caminhos,
Pernas, pés, praias, solidão...
Estendo as mãos, as margens longe...
E vou me debatendo
Até que a voz do tempo
E o correr dos dias
Me salvem de mim mesma
E me coloquem outra vez
Nas margens tranqüilas do esquecer.
Minha memória é um rio caudaloso
Onde, às vezes, eu me vejo submersa,
Afogada, asfixiada.
É um rio de torrentes que me arrasta
E me joga de um lado para outro,
Contra rostos, mãos, casas, esperanças,
Idéias, planos, ruas, despedidas,
Montes, mares, angústias e caminhos,
Pernas, pés, praias, solidão...
Estendo as mãos, as margens longe...
E vou me debatendo
Até que a voz do tempo
E o correr dos dias
Me salvem de mim mesma
E me coloquem outra vez
Nas margens tranqüilas do esquecer.
A PALAVRA MÁGICA
Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra
Carlos Drummond de Andrade
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra
Carlos Drummond de Andrade
Ouvindo...lindaaaaaaaaaaaa!
Eu Sei Que Vou te Amar
Tom Jobim
Composição: Vinícius de Moraes
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Tom Jobim
Composição: Vinícius de Moraes
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
POESIA VISUAL

Até prova em contrário, este seria O PRIMEIRO POEMA VISUAL conhecido: O OVO, do grego Simias de Rodes, três séculos antes de Cristo.
Fonte: Site de Antonio Miranda/poesia visual
Surpresa!
Fazenda São BernadinoNOVA IGUAÇU
Para Maria Catarina Jaloto Rego
I
A velha Maxambomba
- uma estação ferroviária
nas brumas da memória esmaecida
e triste.
Era uma cidade pequena, pacata e serena.
Da torre da igreja modesta
dava para ver os trilhos
e ouvir o trem apitando
as poucas ruas empedradas
e onde começavam os caminhos de terra.
Ao longe, os extensos laranjais.
Na rua principal
as meninas desfilavam como aves emplumadas
e os rapazes postavam-se nas calçadas
para o assédio.
Havia até uns poucos bancos para o namoro.
Parque de diversões, procissões
um circo mambembe acampado no terreno baldio
e um alto-falante fanhoso
tocando a Ave Maria no fim da tarde
havia até ciganos nas redondezas
em barracas rotas e encardidas.
Era tão pouco e éramos felizes.
I I
Da velha Iguaçu, só os escombros do casarão
a senzala em ruínas,
o alambique e a moenda destelhada
o portinho abandonado
a estrada de pedra e as palmeiras sobreviventes
e ignorantes de seu passado
e a fragrância dos lírios
nos brejos.
ANTONIO MIRANDA
ATCHIMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!!

O pior da gripe é o enfado! Será que passa? Mas é claro que sim! Mas bate um desânimoooooooooooooooooooooo!!!! Aff
sexta-feira, 30 de março de 2007
CONCERTO PARA CORPO E ALMA

"Compreendi que a vida não é uma sonata que, para realizar sua beleza, tem que ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e de amor justifica a vida inteira."
Rubem Alves
Concerto para corpo e alma.
Concerto para corpo e alma.
ORAÇÃO
Meus olhos buscam
o instinto do silêncio
esvaziam-se de tudo
e ajoelham-se
diante das coisas pequenas
querem as desimportâncias
a simplicidade das orquídeas
o sumo que enternece os frutos
a beleza do vôo das araras
meus olhos não querem
a cheia dos rios e marés
mas a constante paciência das auroras
***
Tanussi Cardoso
AUSÊNCIA
Ausência (Adaptação de Goran Bregovic, interpretado por Cesária Évora)
Se asas eu tivesse
P'ra fugir desse sono
Não há nada tão longo
Como a noite de Outono
Queria ir ter contigo
Para fugir daqui
E não ter mais ausência
Do pensar em ti
Mas só no pensamento
Eu tenho a liberdade
De te sentir comigo
Ter-te à minha vontade
Mas mesmo quando sonho
Eu me sinto sozinho
Não tenho a protecção
Do teu carinho
Ai solidão tem
Que ir embora, o sol nasceu
Sol tá brilhando
Tá chegando esse clarão
Sem saber p'ra onde
Alumiar, p'ra onde vai
Ao solidão
É um sim
É um não
Se asas eu tivesse
P'ra fugir desse sono
Não há nada tão longo
Como a noite de Outono
Queria ir ter contigo
Para fugir daqui
E não ter mais ausência
Do pensar em ti
Mas só no pensamento
Eu tenho a liberdade
De te sentir comigo
Ter-te à minha vontade
Mas mesmo quando sonho
Eu me sinto sozinho
Não tenho a protecção
Do teu carinho
Ai solidão tem
Que ir embora, o sol nasceu
Sol tá brilhando
Tá chegando esse clarão
Sem saber p'ra onde
Alumiar, p'ra onde vai
Ao solidão
É um sim
É um não
quinta-feira, 29 de março de 2007
CRISTO REDENTOR DO CORCOVADO
MARAVILHAAAA!!!Cristo Redentor do Corcovado
O avô de minha avó
Morreu também corcovado
Carregando um cristo de maçaranduba
Que protegia os passos vagarosos da família.
Arranjei velocidade.
Virei homem de cimento armado.
Adoro esse Cristo turista
De braços abertos
Que procura equilíbrio
Na montanha brasileira.
Os homens de fé têm esperança n' Ele,
Porque Ele é ligeiro, porque Ele é ubíquo,
Porque Ele é imutável.
Ele acompanha o homem de cimento armado
Através de todas as substancias,
Através de todas as perspectivas,
Através de todas as distancias
Jorge de Lima
FÉRIAS
férias
sei que a poesia
viajou pegou um trem-doido-qualquer
e se foi pro japão
pra shangrilá
pra adis-abeba
e sei lá eu pra onde mais
levou virgulas
pontos
exclamações
pedaços do sono
e as minhas
interrogações
Nel Meirelles
sei que a poesia
viajou pegou um trem-doido-qualquer
e se foi pro japão
pra shangrilá
pra adis-abeba
e sei lá eu pra onde mais
levou virgulas
pontos
exclamações
pedaços do sono
e as minhas
interrogações
Nel Meirelles
CREDO
Creio em Deus-Pai
Tanto quanto acreditei
No renascer da vida
E no horizonte
dos meus sonhos
Creio em ti, que me fizeste
Caminhar sobre pedras e pétalas
Que se desprenderam
Das rosas místicas
Do altar das oferendas
Creio em mim
Que da fraqueza
Brotou a força.
Das minhas dores
Colhi a esperança.
Telma Brilhante
Tanto quanto acreditei
No renascer da vida
E no horizonte
dos meus sonhos
Creio em ti, que me fizeste
Caminhar sobre pedras e pétalas
Que se desprenderam
Das rosas místicas
Do altar das oferendas
Creio em mim
Que da fraqueza
Brotou a força.
Das minhas dores
Colhi a esperança.
Telma Brilhante
quarta-feira, 28 de março de 2007
Meu Sonho
(Cecília Meireles)
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
(Cecília Meireles)
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Cantinho escondido
Marisa Monte
Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade
Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão
Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar
Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir
Dentro...
Marisa Monte
Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade
Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão
Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar
Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir
Dentro...
RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecilia Meireles
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecilia Meireles
terça-feira, 27 de março de 2007
ESPELHO
Anita Malfatti
Epigrama do espelho infiel
A João de Castro Osório
***
Entre o desenho do meu rosto
e o seu reflexo,
meu sonho agoniza, perplexo.
Ah! pobres linhas do meu rosto,
desmanchads do lado oposto,
e sem nexo!
E a lágrima do seu desgosto
sumida no espelho convexo!
Cecília Meireles
PLENITUDE
Canção da Plenitude
Lya Luft
***
Não tenho mais os olhos de menina
Nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
Agrandada pelos anos e o peso dos fardos
Bons ou ruins.(carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia)
O que te posso dar é mais que tudo
O que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
Quando em outros tempos choraria,
Busca te agradar
Quando antigamente quereria
Apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que a beleza
E juventude agora: esses dourados anos
Me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
E não menos ardor, a entender-te
Se precisas, a aguardar-te quando vais
A dar-te regaço de amante e colo de amiga,
E sobretudo a força- que vem do aprendizado.
Isso te posso dar: um mar antigo e confiável
Cujas marés- mesmo se fogem- retornam,
Cujas correntes ocultas não levam destroços
Mas o sonho interminável das sereias.
segunda-feira, 26 de março de 2007
PARAÍBA, SIM SENHOR!

Paraíba, sim senhor!
Do meu querido sertão
Das terras de Santa Helena
Antes, Canto do Feijão,
Uma cidade pequena
Mas, de grande coração.
Sou Paraíba seu moço
Cheio de orgulho e fé,
Que admira o burro brabo,
A cachaça, o arrasta pé,
O repente, a vaquejada,
A cantoria, a embolada,
E é chamado de seu Zé.
Paraíba, sim senhor!
Amante da poesia,
Que preza o bom forró
A qualquer hora do dia,
Aprecia o raiar do sol,
O canto do rouxinol
E as cantigas de Maria...
Pois o nosso povo é forte,
Digo e não me engano.
Quem tem fama de valenteI
gual ao paraibano?
Só lhe falta a patente
De sempre ser independente
De todo tipo de insano.
É uma difícil conquista
Porém, só depende de nós,
Que temos de nos unir,
Não podemos ficar sós.
O certo é exigir
Respeito, pra garantir
Melhor vida pra criança,
Saúde, fartura, bonança
Pro adulto e pros avós.
Francisco Ferreira Filho Diniz
João Pessoa-PB, 16/09/2001
ASA BRANCA
Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo o asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas léguas,
nessa triste solidão,
espero a chuva cair de novo,
pra eu voltar pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos,
se espalha na plantação, eu te
asseguro, não chores naõ, viu
eu voltarei meu coração.
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo o asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas léguas,
nessa triste solidão,
espero a chuva cair de novo,
pra eu voltar pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos,
se espalha na plantação, eu te
asseguro, não chores naõ, viu
eu voltarei meu coração.
NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

Excelência
Antonio Nóbrega
Composição: Recriação literária de Ariano Suassuna. As toadas são populares.
_____________________________
Uma excelência da virgem,
Oh , mãe de deus, rogai por ele, mãe de deus
Mãe de deus, mãe de deus.
Oh, mãe de deus, rogai por ele, mãe de deus.
Mãe de deus, mãe de deus.
Oh, mãe de deus, rogai a deus por ele..
****
Diz o a ... ave maria
Diz o b ... brandosa e bela
Diz o c ... cofrim da graça
Diz o d ... divina estrela
****
Diz o e ... esperança nossa
Diz o f ... fonte de amor
Diz o g ... guia do povo
Diz o h ... honesta flor
****
Diz o i ... incenso d'alma
Diz o j ... jóia mimosa
Diz o k ... coro dos anjos
Diz o l ... luz formosa
****
Diz o m ... mãe dos mortais
Diz o n ... nuvem de brilho
Diz o o ... orai por nós
Diz o p ... por vossos filhos
****
Diz o q ... querida mãe
Diz o r ... rainha da paz
Diz o s ... socorrei sempre
Diz o t ... todos mortais
****
Diz o u ... uma esperança
Diz o v ... vale profundo
Diz o x ... xis dos mistérios
Diz o z ... zelai o mundo.
PALAVRAS PARA UM GRANDE AMOR
Se o amor for grande,
A espera não será eterna,
Os problemas não serão dilemas,
E a distância será vencida.
Se a compreensão insistir,
As brigas fortalecerão-nos,
Os fatos farão-nos rir,
E os diálogos marcarão-nos.
Se o respeito prevalecer,
Os carinhos serão doces e suaves,
Os beijos profundos e cheios de valor,
E os abraços calorosos e confortantes.
Se a confiança existir,
A dúvida se extinguirá,
As perguntas serão respondidas,
E as palavras poderão ser ditas.
Talvez não seja um amor eterno.
E não é um amor doentio,
Nem um amor ideal.
Mas um amor verdadeiro.
Aquele que vence as barreiras
Impostas pela vida e pelas ocasiões.
Aquele que não teme a escolha,
E faz a opção de simplesmente
Ser intensamente vivido.
***
Myrian Sartori
domingo, 25 de março de 2007

João Cabral de Melo Neto
Tecendo a Manhã
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(A Educação pela Pedra)
Tecendo a Manhã
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(A Educação pela Pedra)
EDUCAÇÃO
"Fracassei em tudo o que tentei na vida.Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.Tentei salvar os índios, não consegui.Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.Mas os fracassos são minhas vitórias.Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu"
"...Termino essa minha vida exausto de viver, mas querendo ainda vida, mais amor, mais travessuras. A você que fica aí inútil, vivendo essa vida insossa, só digo: - coragem! Mais vale errar se arrebentando, do que preparar-se para nada. O único clamor da vida é por mais vida bem vivida. Essa é, aqui e agora, nossa parte. Depois seremos matéria cósmica. Apagados, minerais. Para sempre mortos."
EDUCAÇÃO
Ensinar exige estética e ética
Paulo Freire
"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
( Paulo Freire )
EDUCAÇÃO
"Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública".
ROSAI POR NÓS
Jose Luis Mendesnossa senhora da flor roxa
rosai por nós
assim na vida
como no chão
a primavera de cada ano
nos dai hoje
encantai nosso jardim
assim como encantamos
o do vizinho
e não nos deixeis cair na tentação
de esquecer tuas flores
Rosai por nós
(Chico César e Alice Ruiz)
Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
- Florbela Espanca -
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
- Florbela Espanca -
DURMO OU NÃO?
Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.
Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.
Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Desperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem… Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
fernando pessoa
TEATRO DE SOMBRAS
Sob a língua da ausente descanso um
último segredo, que lhe possa evocar
tais zelos: o que vai tornando teus dias
um precipício, um domínio de ínsulas
na própria carne, a túnica de trevas
do errante amor. Como alcançar a origem
das palavras, o esboço glorioso da fuga
na trama de sua incógnita instância?
Que mundo aceitar em nome de seus ardis?
De silêncio é feita a chaga da palavra,
a obscura cela em que se aguarda o ensaio
de toda ausência. Retorço-me na quebra
de tais dons, o que vai tornando
meus dias um precipício guardado em si.
hélio rôla & floriano martins
último segredo, que lhe possa evocar
tais zelos: o que vai tornando teus dias
um precipício, um domínio de ínsulas
na própria carne, a túnica de trevas
do errante amor. Como alcançar a origem
das palavras, o esboço glorioso da fuga
na trama de sua incógnita instância?
Que mundo aceitar em nome de seus ardis?
De silêncio é feita a chaga da palavra,
a obscura cela em que se aguarda o ensaio
de toda ausência. Retorço-me na quebra
de tais dons, o que vai tornando
meus dias um precipício guardado em si.
hélio rôla & floriano martins
DANCE por Ivan Koulakov
Coreografia
No palco da noite bailado de corpos
Cenário de sombras
esculpidas em nu
Tu danças as mãos
inscreves contornos
na minha nudez
Eu sou dimensão
que dança em teu espaço
Não temos cansaço
Só temos volúpia
Desejo
Harmonia
Vontade de luta
Ao longo de ti descubro caminhos.
Trajeto de boca
E danço contigo
E esqueço a memória
Eu sou o teu sangue
A mesma saliva
O mesmo suor
Nós somos a mesma
Mulher-Repetida.
(poesia de Manuela Amaral, poetisa portuguesa)
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“Corpo de sacrifício o poema é, na verdade, a imagem cifrada que completa reticências. Um dos instrumentos humanos, cada vez mais raros, que podem transformar o silêncio em palavras de comunhão.” Lélia Coelho Frota
"Como a poesia, a música retrata os estados da alma e as ondulações do coração, e concretiza os pensamentos invisíveis, e descreve o que há de mais belo nos desejos e sensações do corpo." Khalil Gibran
"Como a poesia, a música retrata os estados da alma e as ondulações do coração, e concretiza os pensamentos invisíveis, e descreve o que há de mais belo nos desejos e sensações do corpo." Khalil Gibran
O batom sai da bolsa rumo aos meus lábios
que se tornam mais volumosos ou molhados
mais indiscretos e vermelhos, incastos
ganham xampu e escova meus cabelos
caem pelos ombros ou são vagamente presos
suspendo-os com grampos e os desalinho com os dedos
roupas, as encontradas nas vitrines, combinadas
florais ou lisas, caretas ou decotadas
de acordo com o dia, se de reza ou de noitada
sapatos de salto, esmalte em unhas crescendo
porém nada me veste melhor que o não-desempenho
bonita eu sou quando não estão me vendo.
( Martha Medeiros)
Adoro uma bobeira
uma palhaçada
uma palavra à margem
uma idéia engraçada
uma sacanagem
adoro a surpresa da piada
uma indecência boa
adoro ficar à toa fazendo
trocadilhos obscenos
com sexo.
Adoro o que não tem nexo
e por isso faz rir
adoro a bobagem pueril
a coisa que não tem rumo
que de repente me escolhe
e me olha.
Preciso da besteira para obter a glória!
Elisa Lucinda
Eu sei o que posso.
Com certeza.
O cio da terra manifesta seu poder,
Penetra pelos meus poros,
Corre nas minhas veias,
Vibra na luz dos meus olhos,
Percorre meu corpo inteiro,
Toma minha garganta emprestada
E se faz OUVIR através de mim
E de meus colegas: cantores,
Cantoras, músicos, poetas,
Todos nós que tecemos
Em conjunto uma inspirada
Colmeia de sinais.
Eu quero MAIS. SIM.
Eu quero é MEL.
(Texto de Wally Salomão)
que se tornam mais volumosos ou molhados
mais indiscretos e vermelhos, incastos
ganham xampu e escova meus cabelos
caem pelos ombros ou são vagamente presos
suspendo-os com grampos e os desalinho com os dedos
roupas, as encontradas nas vitrines, combinadas
florais ou lisas, caretas ou decotadas
de acordo com o dia, se de reza ou de noitada
sapatos de salto, esmalte em unhas crescendo
porém nada me veste melhor que o não-desempenho
bonita eu sou quando não estão me vendo.
( Martha Medeiros)
Adoro uma bobeira
uma palhaçada
uma palavra à margem
uma idéia engraçada
uma sacanagem
adoro a surpresa da piada
uma indecência boa
adoro ficar à toa fazendo
trocadilhos obscenos
com sexo.
Adoro o que não tem nexo
e por isso faz rir
adoro a bobagem pueril
a coisa que não tem rumo
que de repente me escolhe
e me olha.
Preciso da besteira para obter a glória!
Elisa Lucinda
Eu sei o que posso.
Com certeza.
O cio da terra manifesta seu poder,
Penetra pelos meus poros,
Corre nas minhas veias,
Vibra na luz dos meus olhos,
Percorre meu corpo inteiro,
Toma minha garganta emprestada
E se faz OUVIR através de mim
E de meus colegas: cantores,
Cantoras, músicos, poetas,
Todos nós que tecemos
Em conjunto uma inspirada
Colmeia de sinais.
Eu quero MAIS. SIM.
Eu quero é MEL.
(Texto de Wally Salomão)
OBRIGADA!
LUIZ ALBERTO MACHADO:
SARINHA FREITAS – A bela e apaixonante poeta e escritora Sarinha Freitas edita, entre outros blogs, o Sentimentos-Sam e Desnuda, reunindo seus escritos e divulgando textos e poemas de muitos outros escritores. São espaços encantadores e imperdíveis.
Confira. http://varejosortido.blogspot.com/
LUIZ ALBERTO MACHADO- compositor musical, poeta e autor teatral. É autor de vários livros de poesia, contos, crônicas e infantis
Sites :http://www.luizalbertomachado.com.br/
http://www.sobresites.com/poesia/bio.htmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Alberto_Machadohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Alberto_Machado
OLIVEIRA DE PANELAS PARA SARINHA (Poeta, repentista,escritor e cantador)
*ROSA QUE NASCESTE ROSA*
Transferi encantos todos para ti.
Mergulhei suave pela fértil essência
Do jardim secreto da paixão mais íntima.
Pétalas e estames, sempre ressurgentes.
Rosa que nasceste para sempre rosa
Deixa que o pistilo e o androceu ressonem.
De pólen fecundado e amadurecido
Enche as minhas mãos que estão vazias.
Desperta essa corola, róseo ginoceu,
Banha-me no teu ventre de palpável olor
Que do jardim secreto nasceste flor.
http://oliveiradepanelas.blogspot.com/
http://www.oliveiradepanelas.com/
TRILHA SONORA DOS FILMES:
*Deus deu a terra e o Diabo a cercou
*Os 10 últimos dias de Lampião
*Chatô Rei do Brasil
*O caçador de miragens
SARINHA FREITAS – A bela e apaixonante poeta e escritora Sarinha Freitas edita, entre outros blogs, o Sentimentos-Sam e Desnuda, reunindo seus escritos e divulgando textos e poemas de muitos outros escritores. São espaços encantadores e imperdíveis.
Confira. http://varejosortido.blogspot.com/
LUIZ ALBERTO MACHADO- compositor musical, poeta e autor teatral. É autor de vários livros de poesia, contos, crônicas e infantis
Sites :http://www.luizalbertomachado.com.br/
http://www.sobresites.com/poesia/bio.htmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Alberto_Machadohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Alberto_Machado
OLIVEIRA DE PANELAS PARA SARINHA (Poeta, repentista,escritor e cantador)
*ROSA QUE NASCESTE ROSA*
Transferi encantos todos para ti.
Mergulhei suave pela fértil essência
Do jardim secreto da paixão mais íntima.
Pétalas e estames, sempre ressurgentes.
Rosa que nasceste para sempre rosa
Deixa que o pistilo e o androceu ressonem.
De pólen fecundado e amadurecido
Enche as minhas mãos que estão vazias.
Desperta essa corola, róseo ginoceu,
Banha-me no teu ventre de palpável olor
Que do jardim secreto nasceste flor.
http://oliveiradepanelas.blogspot.com/
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TRILHA SONORA DOS FILMES:
*Deus deu a terra e o Diabo a cercou
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