quarta-feira, 11 de abril de 2007

Florbela Espanca

A poetisa Florbela Espanca ( 1894-1930).

Os aspectos trágicos da sua vida e as suas atribulações sentimentais tanto quanto a exuberância apaixonada da sua poesia, tornaram-na uma das poetisas portuguesas de maior reconhecimento público.



"EU QUERO AMAR, AMAR PERDIDAMENTE!"


Amar!

.

Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui...além...

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...

Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!

.

Há uma Primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

.

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... pra me encontrar...

0 comentários: